Aprender violão clássico: os vários níveis do aprendizado!

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Aprender violão clássico é, realmente, um desejo de muitos. É claro que alguns podem querer mais e outros menos, mas não dá para negar que uma boa performance é capaz de deixar boquiabertos todos aqueles que dispõem de alguma sensibilidade estética. 

Podemos dizer que não há nenhum outro estilo de tocar que explore tão bem o idiomatismo do instrumento (isto é, suas características mais específicas, que o tornam único em comparação aos demais) e que aqueles outros estilos, (como o fingerstyle) que também exploram bem esse idiomatismo, devem muito à escola clássica.

Nada disso é à toa, já que estamos falando aqui de uma tradição multi centenária, cuja técnica, pouco a pouco, foi se aprimorando, a fim de alcançar um aproveitamento máximo do instrumento e das capacidades motoras do intérprete. Por isso, talvez possa parecer mera chatice, ao iniciante no violão clássico, alguns apontamentos um tanto específicos e detalhados que o professor faz, mas lembre-se: não é sem motivo, já que esses pequenos detalhes podem acarretar barreiras intransponíveis lá na frente!

E, entre as diversas vantagens de aprender violão clássico, convém dizer que o minucioso cuidado para com a qualidade do som seja a mais importante. Se dedicando a este estilo, você adquirirá uma técnica impecável e um ouvido excelente, que irão elevar o nível de qualquer coisa que você optar por tocar depois.

Falemos agora dos níveis de violão clássico:

aprender violão clássico
Aprender violão clássico é bom para tocar qualquer estilo!

Primeiro nível: (dando os primeiros passos)

Pode-se dizer que, embora os vários estilos de tocar (fingerstyle, clássico, rock etc.) sejam bem diferentes, ainda assim se mantêm similares no início do aprendizado. Em geral, não há muita diferença, para um total iniciante, entre as primeiras aulas de violão clássico e as primeiras aulas de violão popular. Talvez o repertório de cada um já esteja, desde o início, mais inclinado para um lado ou para o outro (o iniciante no violão clássico, do qual estamos falando, pode aprender a melodia do “Hino da Alegria”, enquanto que o do violão popular aprende a melodia de “Eye of the Tiger”, por exemplo), mas, em termos mais “técnicos”, há um desbravamento inicial que todos devem fazer, e podemos dizer que esse desbravamento inicial consista, justamente, no primeiro nível de violão clássico.

Mas atenção! O primeiro nível de violão clássico não é a mesma coisa que o primeiro nível no violão, do qual foi falado no texto “Como aprender violão do zero? Os 5 níveis” (clique aqui para acessar). Na verdade, o primeiro nível de violão clássico engloba os 4 primeiros níveis ali explicados.

Segundo nível: (aprendendo as peças iniciais do repertório)

Neste nível, o violonista já começará a tocar músicas como “Greensleeves” e algumas peças do Carulli. Aqui, o repertório é mais específico (já é algo pelo qual aquele que se dedica ao violão popular não vai passar) e, portanto, a técnica é mais exigente. Já passa a ser necessário um domínio maior dos movimentos de dedo da mão direita, que passam a estar coordenados com a mão esquerda, a fim de produzir tanto a melodia quanto os acordes.

Terceiro nível: (intermediário 1)

Neste nível, você será capaz de adentrar um repertório que todo violonista clássico deve tocar. Este repertório é importante, não só pelo próprio valor estético, mas também pelo conteúdo técnico que apresenta. São peças como: alguns dos Estudios Sencillos (Leo Brouwer), Se Ela Perguntar (esta é tocada por qualquer violonista clássico brasileiro, embora não seja tão tocada no exterior) e Lágrima (Tarrega).

Quarto nível: (intermediário 2/avançado)

Este é o nível em que o aluno aprenderá peças como a Bourrée (Bach), alguns dos prelúdios de Villa Lobos e até peças mais difíceis do Tarrega. Neste nível, o aluno já deverá ter resolvido boa parte de seus vícios técnicos, dispor de uma boa bagagem de repertório e ter boa independência de dedos (melhor domínio do movimento individual dos dedos).

Quinto nível: (peças avançadas e além)

Claro que não podemos dizer que o estudo acaba por aqui. Há peças muito complexas, que podem demandar anos de estudo até dos mais virtuosos, e peças, como as que já foram citadas, que são constantemente revisitadas e aprimoradas. Devemos pensar que o aprendizado do violão (aliás, praticamente qualquer aprendizado) é um grande espiral, em que se retorna várias vezes às fases iniciais para preencher brechas e aprofundar o entendimento. Neste nível, o aluno será capaz de tocar bem os prelúdios de Villa Lobos, poderá arriscar os estudos para violão do mesmo compositor, aprender suítes difíceis do Bach e por aí em diante. É um estudo para toda a vida.

saber tocar violão clássico
O estudo do violão é uma espiral!



Como foi dito, o aprendizado do violão é uma espiral, em que o violonista vai revisitando peças já estudadas anteriormente e aprimorando-as cada vez mais, além de sempre se arriscar em repertórios mais difíceis.
Entre as várias habilidades que um violonista clássico deve ter, podemos citar a leitura de partituras ao violão como algo fundamental. Sabendo ler partituras, você será capaz de aprender músicas por conta própria, se tornando mais proativo quanto ao seu desenvolvimento! 

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