Como tocar violão: será que precisa de dom?

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É muito comum ver pessoas que, embora tenham o sonho de aprender a tocar violão, acabam ficando muito relutantes em até mesmo iniciar no instrumento, por acharem que “só consegue tocar quem tem dom”, ou que “não nasceram para isso”. Muitos, inclusive, mantêm este pensamento por grande parte da vida, e, no final das contas, acabam se privando do grande prazer de tocar música, de viver a música dentro de si!

Sempre que me vejo diante de uma situação como esta, acabo lembrando-me do famoso caso de Arthur Moreira Lima, um pianista brasileiro mundialmente reconhecido que, após um concerto, escutou a seguinte frase: “Eu daria minha vida para tocar como o senhor!”. Ele então respondeu: “Pois não daria muito, já que eu dei a minha vida para tocar como toco”.

Com isso, não quero dizer que você deva praticar 10 horas por dia e nem que isso seja o necessário para aprender um instrumento. Você deve praticar com o tempo que tiver e de acordo com o seu nível de interesse, mesmo que sejam 20 minutos por dia. No entanto, é fundamental que tenha a disciplina de praticar regularmente (se possível, diariamente), porque não há talento ou vocação, por mais brilhante que seja, capaz de germinar sem ser regado e alimentado regularmente.

Porém, existe algo além da disciplina…

aprender a tocar violão
É necessária a disciplina do aluno e a boa orientação do professor!

A disciplina é fundamental, sem dúvidas, mas existe algo que é capaz de torná-la quase vã. Me refiro a uma boa orientação!

Sim, é fundamental que você seja bem orientado no estudo do violão. Claro que é ótimo que você seja bem orientado em todo estudo no qual pretenda se envolver, mas devemos dizer que isto é particularmente especial no caso da música. Vou explicar melhor…
O estudo de um instrumento (no caso, o violão), apresenta algumas particularidades em relação a outros estudos, que tornam a boa orientação de um professor praticamente indispensável. E isto porque…

Você não tem um senso natural de “boa técnica”!

Isto é o caso das belas artes em geral, pode-se dizer. Como a beleza, que é a finalidade da música, não é algo que se atinge por meio de uma fórmula, você pode acabar na ilusão de estar tocando perfeitamente quando, na verdade, está tocando mal. Uma determinada técnica (como aquela do violão clássico) não é fundamental para todos os violonistas, afinal de contas, você pode tocar muito bem sem aquela técnica específica. Ela não é, neste sentido, algo estritamente necessário, mas sim conveniente. Isto é, não estamos falando que para tocar violão é necessário tocar estritamente de um jeito predeterminado (diferentes violonistas utilizam diferentes técnicas), mas sim que este “jeito predeterminado” é fruto de séculos de experimentações, e, portanto, não convém desprezá-lo na sua própria caminhada. 


Assim, você pode estar tocando (e conseguindo tocar) com determinada técnica (e não há nada objetivamente errado nela), mas esta técnica que você está utilizando intuitivamente bem provavelmente será pior do que aquela desenvolvida ao longo de séculos de escola violonística, não é mesmo? Neste sentido, o professor será quem perceberá (já que você muito dificilmente perceberá isso sozinho) o que, no seu tocar, está te limitando, e, assim, irá apresentar maneiras de contornar as suas limitações, a fim de que você atinja níveis mais altos (pense no aprendizado do violão como um labirinto, e o professor como aquele que conhece os bons caminhos nele).

Você dificilmente será capaz de perceber o que está te limitando, e, portanto, muito menos capaz ainda de descobrir, por conta própria, como resolver de maneira melhor os seus problemas técnicos. Um bom professor, então, baseando-se no conhecimento de uma experiência herdada de inúmeras gerações, será capaz de dar o melhor caminho para que você progrida no instrumento.

Sem o elemento da orientação, você verá os outros tocando muito melhor do que você, e, ao invés de pensar “eles tocam melhor porque aprenderam os bons caminhos”, você pensará “eles tocam melhor do que eu porque têm um dom natural para a coisa”.

Porém…

ter dom tocar violão
Não vamos deixar o violão de lado!

Se por um lado existe algo no estudo que é particular, concernente às dificuldades individuais de cada aluno, existe também algo que pode ser organizado em comum. Você deve saber qual o bom caminho a seguir, embora neste caminho possa encontrar obstáculos específicos que outras pessoas não encontrem, e vice-versa. Portanto, uma boa pedagogia deve oferecer um caminho específico para todos (lapidado ao longo de várias gerações), pelo qual convém que todos passem (que é o que chamamos de método), e, ao mesmo tempo, contemplar as dificuldades particulares de cada aluno.

Sabendo qual caminho seguir e, ao mesmo tempo, ter alguém bem experienciado que te auxilie a resolver suas dificuldades particulares é o melhor modelo de curso online de violão que existe, assim acreditamos. Sabendo o bom caminho, tendo alguém para auxiliar você a percorrê-lo e, claro, ter a disciplina e o esforço de andar um pouco nele todos os dias, claro, não é garantia de que você será o melhor do mundo (ninguém pode garantir isso), mas é sim garantia de que você desfrutará, mais cedo ou mais tarde, do grande prazer de sentir a música dentro de si

Pensando nisso tudo, Ricardo Novais pensou e criou o projeto Amigo Violão, que oferece diversos cursos concernentes ao violão (teoria musical, violão para iniciantes, para crianças, para intermediários e diversos outros), sob diversos planos, a fim de atender aos seus interesses particulares. Caso queira saber mais, clique aqui! Será um prazer tê-lo conosco!

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